Caminhando em ziguezague um senhor de sessenta anos que facilmente poderia ser meu pai. Aproxima-se. Estende a mão. Sem dizer nenhuma palavra, pede em todas as línguas. Esmola, limosna, alms. Comprimido entre teorias sociológicas que condenam o ato, a compaixão primordial (ou cristã?) que inspira à solidariedade e a pragmática e pontual falta de dinheiro, nego. Me remôo entre o remorso, o orgulho e o alívio. Sigo. A muitos eventos como este reunidos damos o nome de cidade.

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